Eu sou assim.
Uma hora sorria,
noutra sofria.

A Escritora de Bar. 

“Você quer transar?” Não, na verdade. “Você não gostou de mim?” Gostei. Você tem uma feição bonita. Seu corpo é maravilhoso, até onde consegui ver. Adorei seus pés, são pequenos e bem cuidados. Seu cheiro é gostoso, também. “Obrigada. Mas?” Sei lá, não estou mais a fim. Acho que eu estava me sentindo meio solitário, meu telefone não tem tocado muito ultimamente. “Você vai pagar pra alguém falar contigo, é isso?” É. Acho que sim. Patético, eu sei. É que, atualmente, encontrar alguém pra trepar anda mais fácil que alguém disposto a escutar você. No futuro sua profissão será extinta, e nas esquinas haverá pilhas de gente com bons ouvidos, anunciando uma hora de papo por cinquenta contos. O cafuné será o novo boquete.

Gabito Nunes.

Sem você, eu sumo, eu morro de fome
Eu perco meu rumo, eu fico menor.

Clarice Falcão.  

E reza, reza muito pra não aparecer ninguém que mexa comigo enquanto você fica brincando de não saber o que quer. Porque eu sou amor, e ainda que não seja o seu, essa é a minha essência! E você não deve acreditar muito nessa ideia, pelas tantas vezes que eu quase fui, mas um dia eu vou… sempre foi assim! Mas deixa eu te contar um segredo: se eu for, eu não volto.

Tati Bernardi.   

E vivo pedindo baixinho para a vida me trazer algo bom, preciso sair da minha zona de conforto, fazer coisas diferentes, experimentar coisas na vida que ainda não experimentei. Preciso parar de temer por coisas que nem ao menos tentei, tenho pressa de ser feliz e não sei até que ponto isso é bom mas tenho isso talvez por medo de não ter tempo pra realizar tudo que quero, sou ansiosa até pra isso, que loucura! Preciso que algo mude, isso é fundamental pra me descobrir, saber o que quero, fazer das minhas dúvidas as minhas certezas, descobrir mais músicas e livros viciantes, sentir novos cheiros e novos gostos, amar intensamente e não me arrepender.

Desajustou (via desajustou)

Pois é, a poesia é uma espécie de pássaro: talvez um papagaio – desses que repete a alma do seu dono. Ou talvez seja mais poético acreditar que o poeta é o piloto das sílabas. Seu papel: levar as palavras desprotegidas para um lugar seguro.

Eu me chamo Antônio  

Lamento, mas não sou de despedidas, não gosto de dar um tchau ou um adeus assim, da boca pra fora, prefiro um até logo, esses outros me parecem muito definitivos, sem volta, daqueles que se dizem pra quem nunca mais quer ver, ou pra quem já foi e não volta mais; e eu gosto disso, dessa possibilidade da volta, dessa falta de despedidas, dessa sinceridade das palavras.

Dom Casmurro 

Desculpa meu jeito,
meu mau jeito,
falta de jeito.

Clarice Falcão.   (via futuro-heroi)